Eu sempre fui apaixonado por futebol. Desde criança adorava as famosas "peladas". No quintal de casa, na rua, nos campinhos de várzea, nos clubes.
O tempo vai passando, viramos adulto (que pena !!!) ; compromissos, responsabilidades, trabalho, casamento, filhos, a dedicação ao futebol vai diminuindo, mas a paixão, não !
Às quartas-feiras à noite e aos sábados à tarde, as "peladinhas eram sagradas" na AABB. Os filhos vão crescendo, começam a nos acompanhar. Consequentemente vamos ficando velhos; não dá mais para competir com a rapaziada, começamos a nos dedicar à garotada.
Formamos uma escolinha de futebol. Nessa época que o meu relacionamento com o Rique foi se estreitando. Trabalhava com o pai dele no Banco do Brasil, e aos domingos de manhã nos reuníamos para jogarmos o nosso futebol. Eu ,Rique, Pascoal, os meus filhos e outros garotos que recrutávamos para completarmos os dois times da nossa escolinha.
O tempo passou. As crianças cresceram, foi um para cada lado, eu me aposentei e hoje o Rique aparece aqui em casa com a sua noiva, me convidando muito carinhosamente para que eu realizasse o seu casamento.
O Rique é simpatizante do espiritismo. Foi algumas vezes às explanações doutrinárias na casa espírita em que participamos.
Aí eu disse prá ele: - veja bem, Rique. O espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa. É uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal", como definiu o próprio de Kardec.
Todavia não é uma religião formalizada, visto que não cultos, nem ritos, nem hierarquia e nem cerimônias. Teve o seu início em Paris, na França, em 1857 e foi codificada por Allan Kardec. Ele não criou nem fundou o espiritismo e deixou bem claro que os ensinamentos são dos espíritos. Por isso que não existe espiritismo de umbanda, espiritismo de mesa, baixo espiritismo e espiritismo kardecista. Existe espiritismo, e só. Inclusive as palavras espírita e espiritismo foram criadas por Kardec. O que foge à codificação não é espiritismo.
Mas voltando ao casório, informei ao Rique que não existe cerimônia de casamento no espiritismo, senão daqui a pouco as pessoas vão espalhar por aí que o Gilberto está realizando casamentos espíritas, e prá eu explicar isso depois, como é que vai ser?
Contudo, nada impede que nos reunamos e oremos pela felicidade do Luiz Henrique e da Natália. E assim o fizemos. Que o nosso Pai Maior os ilumine e os proteja nessa nova etapa de suas caminhadas.
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ResponderExcluirÉ, Pastor, as atribuições estão aumentando! Brincadeiras à parte, tenho certeza que foram boas as palavras que abençoaram essa união! Que eles sejam muito felizes!
ResponderExcluirOlá! sou uma nova visitante do blog, amiga da Lu. Também sou espírita e estou pensando em casar...e aparece a vontade de ter algo na cerimônia de casamento que diga sobre a religião que professamos...quando nossa religião não tem esse tipo de rito - o que acho excelente - fica a dúvida, como fazer? Uma oração sincera já basta, né! Boa solução! Parabéns pelos textos!
ResponderExcluirum abraço
E não é que foi perfeito, Gilberto!?! Para mim, o que mais importava era sua presença.
ResponderExcluirSempre encontrei sabedoria, leveza e serenidade em suas palavras, seja na doutrina, ou até mesmo no campinho da AABB.
Foi a cerimônia mais linda que já presenciei. Simples e intimista. Foi a forma que encontrei de formalizar (para sempre) a minha admiração por você!
Grande abraço em toda a família!!! E parabéns pelos textos! Rique.
Obrigada, Gilberto, por relembrar esse momento tão especial. Foi uma cerimônia linda, do jeito que esperávamos. Escolhemos você por toda a admiração e respeito que o Rick tem por ti e que após conhecê-lo, não foi diferente e passei a compartilhar dos mesmos sentimentos. Um grande abraço e boa dorte com o blog! Natalia (A noiva, rs)
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