Hoje, vinte e dois de novembro de dois mil e nove, teoricamente, deveria ser um dia triste para mim. Morreu um grande amigo meu.
Costumamos colocar dessa forma, quando morre alguém, especialmente familiares ou amigos: "perdemos".
Eu também pensava assim até conhecer a doutrina espírita. Hoje vejo de outra maneira. Aprendi que a nossa essência é imortal, somos eternos. A morte física é apenas uma passagem para outro plano da vida. Aprendi também, que estamos sempre caminhanho para o nosso aperfeiçoamento, para a nossa felicidade e chegaremos todos lá, sem excessão, mais cedo ou mais tarde, de acordo com o esforço e a determinação de cada um.
Por isso que não fiquei triste com a morte do Mário. Tenho certeza absoluta de que ele cumpriu a sua tarefa terrena e em breve nos encontraremos em outras etapas a caminho da nossa evolução.
Trabalhamos juntos no Banco do Brasil. Pessoa fantástica, o Mário. Temperamento difícil, gênio indomável mas sempre alegre, um senso de humor extraordinário, um grande coração, mestre nos trocadilhos e em colocar apelidos, exigente com as suas amizades; sinto-me honrado de fazer parte do seu seleto grupo de amigos .
Caráter irretocável, viveu para o seu trabalho e para sua familia, certamente deixou um grande exemplo de vida para todos nós .
Agora, as histórias que aconteceram com o Mário foram únicas em todo esse universo. Aconteceram somente com ele. Histórias realmente fantásticas, quase inacreditáveis, algumas das quais tive a satisfação de testemunhar. Em breve contaremos algumas delas em nosso blog e vocês vão se deliciar.
Aqui vai uma bem curtinha só pra que vocês tenham uma idéia: uma vez ele foi desapartar uma briga. O Mário era alto, forte, um corpo avantajado de atleta. Foi um grande jogador de basquete na sua juventude. Ele abraçou o brigão pelas costas, enlaçando os braços pela sua barriga e trançando os dedos. O cara era meio gordo e conforme o Mário apertava e tentava retirá-lo da confusão, o camarada foi ficando sem ar, com dificuldade para respirar e falou pro Mário: - meu amigo, por favor me solta. Você está apertando muito a minha barriga e eu não estou conseguindo respirar . Ao que o Mário respondeu: -eu estou tentando, mas os meus dedos prenderam aqui cruzados e eu não consigo soltá-lo. O cara foi ficando nervoso e sem ar , o Mário também, porque queria soltá-lo e não conseguia, até que finalmente a turma-do-deixa-disso, conseguiu entender e ajudou a desfazer o mal entendido. Conclusão: acabou a briga, o cara quase morreu porque não conseguia respirar e o Mário todo sem jeito pela confusão que ele arrumou na tentativa de ajudar.
Querido amigo e irmão: obrigado pelos momentos alegres em que estivemos juntos. Que Deus ilumine sempre a sua trajetória à caminho da perfeição. Em breve nos reencontraremos.
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